segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A era do ridículo: Celebridades, individualidade, fama e a mídia.





Quando vejo notícias de motes de celebridades me pergunto até onde a fama e o dinheiro podem trazer felicidade às pessoas, me pergunto como ficarão os filhos, a família e até onde valeu a pena correr atrás do sucesso abrindo mão da sua individualidade e privacidade. Vivemos numa época em que a fama e o dinheiro são tão valorizados que esquecemos que somos seres humanos. E assim me perco numa questão.. até onde este ícones, ídolos e a mídia interferem em nossa maneira de viver? Será que temos autonomia e liberdade de sermos quem queremos ser ou vivemos submissos a influências destas ditaduras? 


Além de ditar a moda a mídia insere na sociedade valores e normas de conduta sob o paradigma do senso comum trazem grandes perigos a maioria das pessoas, aprisionando-as a formar de ser e pensar impostas por uma elite que se julga detentora da verdade. Este processo é tão sutil que sem perceber já estamos mudando a forma de vestir, cortar o cabelo, os padrões estéticos assumindo a ditadura da mídia sem ao menos averiguar se aquilo faz parte de nossa verdade. 


Precisamos refletir constantemente até onde estas referências e influências interferem na nossa forma de conduzir nossas vidas e evitar extremos como transformar o corpo pra ficar semelhante a tal ídolo, ou copiar sua vida pessoal. E ai deixo um alerta aos pais, já que as crianças e adolescentes ainda estão formado sua personalidade e usam estas referências para tal. 


Outra questão é a forma com que as celebridades e ídolos influenciam a vida das pessoas, neste mundo de fama instantânea, aonde mostrar a calcinha ou uma parte do decote torna a pessoa um referencial. Vejo o histórico do caso de Susan Boyle, por exemplo, como mais uma falta de ética por aqueles que visam os números do ibope e como tal o lucro E como ela todos os dias surgem casos e mais casos de pessoas que em nome dos seus 15 segundos de fama abrem mão de sua individualidade.Será que vale a pena se expor tanto só pra deixar de ser o patinho feio? Até onde vai a necessidade humana de se aparecer?


Até que ponto estes talks e realitys shows denigrem a imagem dos seus "enjaulados" seres humanos. Sim, enjaulados! Porque pra mim eles parecem animais de zoológico, circo ou qualquer outra coisa parecida... Me entristece que com tantos talentos e coisas produtivas a serem mostradas o homem sinta tanto prazer na depreciação de sua espécie. Vivemos a "Era do Ridículo", e apesar de acreditar que a gente se torna bem mais feliz quando ri dos nossos problemas, defeitos e erro. Me preocupo com este exagero de exposição tanto da vida particular dos famosos quanto dos Anônimos, e me pergunto aonde esta cultura dos paparazzi, dos segundos de fama, dos vídeos expostos no youtube e da privacidade reveladas em sites como Facebook, Instagram, twitter e orkut vão levar as gerações futuras. Por outro lado hoje temos mais ferramentas para acessar as informações e selecioná-las e desta maneira ampliar os nossos horizontes na medida em que utilizamos este recursos como agregadores de conhecimento. Questionando, pesquisando, investigando e compartilhando idéias de forma consciente e prazerosa. 


Ai eu admiro a coragem do médico Arash Hejazi tentou cuidar da iraniana que levou um tiro no peito durante protestos contra as eleições e veiculou imagens. Ou como o exemplo da campanha #foraSarney, Virou notícia: mais de 10 mil mensagens em uma hora! , no twitter possibilitando a pessoas comuns alguma voz, já que eles não nos representam de fato. E no mundo de hoje é a mídia quem contem mais recursos que facilitam esta interação e potencializam estas ferramentas com toda sua dinâmica. E esta relação se amplia ainda mais quando falamos do ambiente virtual e internet aonde os sites, blogs, feeds, mensageiros instantâneos facilitam a proliferação de idéias. Fenômenos estes que como o twitter ampliam nosso acesso a informação e abrem novas janelas para o mundo. Portanto selecione, leia, recicle, compartilhe, informe, divulgue...

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