quinta-feira, 18 de junho de 2009

PÁSSARO NA GAIOLA NÃO CANTA, LAMENTA

Esta escrevendo meu próximo post buscando inspiração nos pássaros e na renovação quando me deparei com este pequeno poema de Pearls que sugere a possibilidade de uma relação sem gaiolas e em vista ao ultimo post decidi adiar o próximo tema e falar mais um pouco sobre a necessidade de preservar a individualidade nas relações: Eu sou eu. Você é você. Eu não estou neste mundo para atender às suas expectativas. E você não está neste mundo para atender às minhas expectativas. Eu faço a minha coisa. Você faz a sua. E quando nos encontramos. É muito bom. As vezes agimos como um menino que admira todos os dias o cantar do passaro na sua janela e resolve coloca-lo dentro de uma gaiola. Memso sabendo que o passaro ama a liberdade de voar, insistimos, o colocamos lá dentro e pedimos que nos cante canções.E assim fazemos nos relacionamentos em geral com a gaiola na mão, saímos pela vida à procura do nosso Pássaro. Quando imaginamos havê-lo encontrado - que felicidade! Ficará feliz em nossa gaiola. Será o amante da nossa estória de amor: eu para você, você para mim. O desejo da gente é sempre engaiolar o outro e levá-Io pelos caminhos que são nossos. Isso vale para tudo: marido-mulher, pai-filha, mãe-filho, patrão-empregado, professor-aluno ... Não admira que Sartre tenha dito que "o inferno é o outro". Acontece que todo Pássaro deseja voar. Ele bate suas asas contra as grades, suas penas perdem as cores e o seu canto se transforma em choro. E, de repente, ele se transforma. Não mais o reconhecemos. É um outro, e acaba perdendo seu encanto. Essa é a razão por que a dor da paixão satisfeita é muito maior. Mas poucos sabem que a paixão só existe se não for satisfeita. A paixão é um desejo de posse que, para existir, não pode se realizar. Como a fome: depois do almoço a fome acaba. A dor da paixão não satisfeita é essa: o apaixonado deseja possuir o objeto do seu amor, mas ele escapa sempre. Por isso ele sofre. Movido pela dor, quer possuí-Io. Não sabe que, para que sua paixão continue a existir, é preciso que ele continue escapando sempre. A paixão só ama objetos livres como os pássaros em vôo. Gaiola? Há as feitas com ferro e cadeados. Mas as mais sutis são feitas com desejos. Lembrei-me agora do mal do ciúme no relacionamento amoroso o quanto ele vai usurpando a alegria e vivacidade do parceiro ate o ponto que este deixa de ser aquele por quem se apaixonou e vira uma mera marionete dos caprichos alheios. Porque nos homens temos tanta necessidade de dominação e posse? Porque é tão difícil perceber que voando juntos livremente se pode achar um destino em comum. è bem melhor se voar a dois, em grupo..ou sozinho. Aquela coisa de ser melhor ter um pássaro na mão que dois voando esta meio ultrapassada, precisamos ser livres pra sermos autênticos e cônscios de nossos sentimentos, desejos e interesses e só assim poder enxergar melhor o outro. Com uma imagem real de nós e não reprimida pelos medos, pelo outro ou sociedade. O que será que estamos fazendo com os nosso desejos? Será que estamos presos a gaiolas? Será que estamos deixando nossos pássaros livres?
É aquela velha historia pra que arrancar as flores se podemos contempla-las todos os dias nos caminhos e jardins da vida? Eu só sei que não quero mais viver em gaiolas? Seja as importas pelos relacionamentos ou aquelas as quais eu mesma me aprisiono... Quero me sentir livre. chega de lamento!

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