domingo, 2 de maio de 2010

De volta ao país das maravilhas





Mais uma noite daquelas sem dormir em que os pensamentos vagueiam por terras que geralmente não gosto de habitar. Mais talvez por ter assistido “Alice no pais das Maravilhas” de Tim Burton. Cujas algumas criticas que li esta madrugada julgaram como um filme de roteiro psicológico fraco. Eu tenha adentrado no meu “Pais das Maravilhas” particular e esteja aqui me perguntando aonde posso achar uma espada que corte a cabeça dos medos, incertezas e da insegurança. E concerteza isso desencadeou um insight psicanalítico, meio que um mergulho nas profundezas do meu inconsciente me deixando assoberbada com tantas duvidas e escolhas. O tempo tem sido tão cruel na contemporaneidade, as coisas rápidas e instantâneas, o supérfluo e o passageiro se tornaram ferramentas de fuga e de sobrevivência. Raros são aqueles momentos em que nos abrimos ao outro, a solicitude, a experimentar sermos nós mesmos. Talvez porque seja mais fácil ou simplesmente pelo fato de nossa “persona” esta tão impregnada de opiniões e falsos valores, que seja mais conveniente carregar as nossas mascaras que relevar o nosso eu interior, o eu criança que se apaixona, deseja, sente, chora, faz birra, ou pede um colinho para se aconchegar. E este paradigma e quase que uma encruzilhada, daquelas repletas de despachos mesmo sabe? Os quais almejam satisfazer desejos de morte e de vida, de fracasso ou sucesso... é como se a energia libidinal se inserisse num conflito entre a morte e a vida e o problema disso tudo é que na maioria das vezes acabamos matando o que a vida tem de prazeroso em prol de uma falsa verdade de que somos assim mesmo, que tem que ser desta forma ou que é melhor assim. E nos rendemos ao fracasso de nem mesmo tentar e ariscar. Esquecendo-se de que é só errando e correndo riscos que podemos potencializar a probabilidade de acertar um pouco mais. Se esconder, se limitar e se reprimir às vezes soa como um simples ato de imaturidade e covardia. E ai volto a Alice lembrando a cena em que a largata se despede desta etapa da sua vida porque ira se transformar e chego mais uma vez a conclusão que pra evoluirmos como ser existencial, assim como a largata precisamos sair do casulo, rasgar as camadas de comodismo, medos e falsos valores q nos temos para poder ganhar asas em seja La o que for na vida. Eu só sei que isso não é fácil e não testou em nenhum momento dizendo que as mascaras não sejam necessárias, porque elas são imprescindíveis a vida em sociedade, pelo menos até o momento em que elas não sufoquem o nosso eu interior, distorçam nossa personalidade e ou crie em nós monstros e realidades castradoras de nossa essência. Tanto que agora a vontade que eu tenho é de deixar meu ser criança falar mais alto e gritar “Mãe! Me do colo. Faz cafuné, segura na minha mão pra eu dormir!” E enquanto o sono não chega eu vou tentando achar o caminho de volta pra casa perdida em meus pensamentos. Acreditando que o passado já passou, não existe mais... O futuro ainda não aconteceu... Só existe o presente... E só há um jeito de mudar o presente: é criar um futuro.

Um comentário:

  1. Gostei muito, e eh isso mesmo, temos q ter força pra superar os obistaculos da vida e seguir em frente de cabeça erguida.
    gostei das ultimas frases tbm muito boa.
    "E só há um jeito de mudar o presente: é criar um futuro."
    BJO

    BY: Fred

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