sábado, 16 de outubro de 2010

Correr riscos é arriscado?



Estou meio longe do mundo virtual e percebendo que "a vida real" é tão desafiadora em seus simples atos, Cada detalhe ou segundo do nosso dia ganha um aspecto de campo de batalha quando percebemos que temos medos, ansiedades, conflitos existênciais intrínsecos em nossa alma e personalidade. Sentimentos estes que muitas vezes se potencializam e ampliam-se de tal forma em nossas vidas que nos impede de vivenciarmos o dia-a-dia em sua plenitude, por estarmos presos a tantos valores e regras impostos pelo nosso "super-ego". Quando alguns autores argumentam que nosso maior inimigo se esconde dentro de nós mesmos, estão em sua maioria certos, pois nada limita mais o homem que os próprios limites que ele se impõe. 
As vezes as coisas mais simples e habituais para alguns são o que mais assustam de verdade e restringem a vida social dos indivíduos, coisas como: andar de bicicleta, voar de avião, caminhar sozinho na rua, , começar um relacionamentos se relacionar no ambiente de trabalho, falar em publico, atender um telefone, subir em lugares altos, dirigir, lidar com as falhas, rejeições e incertezas da vida, etc., imobilizam as pessoas de progredirem na vida.
Tenho percebido que este sentimento percorre todos os seres humanos independente do ambiente social que esteja inserido ou de suas características diversas se sentem limitados em alguma area de sua vida por não saber lidar com este medos "simples". E estes obstáculos deixam de ser normais quando nos impede de dar continuidade aos nossos sonhos, projetos e o objetivos. Como lidar com eles num mundo que exige de nós cada vez mais "Especializações, automação e dinamismo" ?  
Correr riscos não envolver apenas as coisas "perigosas" e cheias de adrenalina...correr risco é não ter medo de se lançar na busca do novo, do diferente, daquilo que nos testa e nos confronta de testarmos que somos capazes podemos ir além daquilo que acreditamos. Sem querer cair na redundância que virou senso como e se lançar abismo a baixo como o filhotinho da aguia para aprender a voar... mesmo que traga arranhões, perdas e dificuldades. Se superar e  se perceber se superando é algo muito prazeroso que digo e afirmo vale a pena experimentar.
E para se experimentar temos que caminha lado a lado com o perigo, com o novo, com o diferente mesmo que estes riscos estão presentes apenas em nossa leitura de mundo e é neste momento que encontramos a nossa real forma. Quando reconhecemos nossas fraquezas e limitações  e mesmo assim continuar a dar outros passos. Mesmo que sejamos julgados, tachados, ridicularizados e discriminados. É fundamental se perceber como parte de uma sociedade de homens  que tem alma, corpo e espírito e sendo assim cada um de nós estamos sujeitos a limitações ainda que invisível aos olhos humanos.
E este processo só ocorre dentro das relações, dentro do exercício de se permitir conviver e ser parte um dos outros. Pois sem o outro nossa existência alcança a "nulidade" descrita por Sartre em "A ontologia do Ser e do Nada" e todos este medos e limitações ganham força em nossa mente já que não temos parâmetros, experiência e vivências que nos permitam conhecer a dinâmica destes fenômenos e mais uma vez o processo de auto conhecimento é interrompido.  
E dentro da sociedade pós moderna está cada vez mais difícil  se aprender "a ser" e "a conviver", tendo em vista todas as especificidades que a tecnologia e a globalização trouxeram as relações sociais. Principalmente dentro dos "nichos" e subculturas e mesmo aqueles sujeitos mais próximos da Educação  e das Ciências humanas, acabam que reproduzindo atitudes discriminatórias e refletem todas especificidades da pós modernidade, por estarem tao inseridos neste contexto. Será que não vale a pena pensar diferente, agir diferente seja com o outro ou com nossos hábitos e costumes corriqueiros. E o mais engraçado disso tudo é que cada dia que passa nos expomos um pouco mais nos ambiente virtuais e nas redes sociais. E nos fechamos para o mundo que esta ao nosso redor e como tal para nós mesmos! reprimindo, extirpando e castrando o diferente, o novo e desconhecido em nossa alma e no outro.
Não querendo concluir estes pensamentos eu deixo aqui algumas reflexões na ansia de nao deixar morrer na praia esta guerra travada entre o que me permito ser e o que realmente sou. Sem me deixar influencia por aquilo que quero que os outros vejam
Até onde estamos dispostos a correr riscos?
Até onde queremos correr estes riscos?
Até onde nosso discurso condiz com nossa pratica?
O que realmente nos limita? medo de conhecer ou se deixar ser conhecido?











Um comentário:

  1. Eh isso ai temos q correr alguns riscos...
    eh por isso q eu digo...

    "...Voar eh como aprender a andar de bicicleta, tem q cair pra aprender, entao, SE JOGUE..."
    kkkk³
    "vamos aprender a voar"
    BJss

    BY: Fred

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