quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A Prova e a Avaliação

"Engraçado como conteúdos escapam da nossa memória como se tivessem o simples direito de fugir. Como se não tivéssemos os guardado nos momentos de estudos e leitura, como se não fizessem parte do nosso arquivo de memória. Fico pensando até onde a razão de fato nos assegura o conhecimento, enquanto somos doutos de tanta subjetividade. Nestas horas que eu chamo particularmente de "autossabotagem" me sinto extremamente impotente."



Sinceramente eu odeio provas. provas deviam ser abolidas enquanto meio de avaliação. Só este nome prova, já cria uma tensão, um medo, uma angustia, as mãos suam frios... Parece que a gente não sabe nada, dá um branco. Não que a descarte como uma forma de mensurar quantitativamente a aprendizagem. Mas, eu sou defensora das múltiplas inteligencias, da mediação, da criação de outros espaços de aprendizagem além do comum e do sala de aula.  

Não sei se é fruto da minha experiência na educação fundamental e de ensino médio ou parte das leituras em Paulo Freire, Veiga, Libâneo, Pimenta e entre outros. Acredito que avaliar é a atarefa mais difícil para um professor, porque ao avaliar ele também se avalia. Mensura suas competências em relação ao saber. E o aluno também enquanto parte do processo de ensino-aprendizagem se auto avalia, ai talvez eu veja algo de positivo na prova. Essa possibilidade de medir do aluno refletir sobre sua aprendizagem. Todavia, nossa Educação ainda está configurada em notas e quantificações que geram mais frustrações e sentimento de competição que um desejo de querer aprender para a vida. Sei, que enquanto docente terei que aplicar provas, e elaborarei muitas delas. 

Espero ter discernimento, rigor e critérios para estabelecer um tipo de avaliação que dignifique  o laboratório de conhecimento que é a sala de aula e sempre pensando na aprendizagem dos discentes. Que esta avaliação jamais reflita minhas emoções e subjetividades em relação a uma turma ou outra. Mas, seja pensada na possibilidade dos discentes aprenderem enquanto estão refletindo e respondendo a prova. Nome feio este prova, teste, sondagem.. me sinto no filme "Laranja mecânica" , filme britânico de 1971, dirigido por Stanley Kubrick, adaptação do romance homônimo de 1962 do escritor inglês Anthony Burgess. Oras sendo o Alexander DeLarge personagem que é usado como um ratinho de laboratório e horas me sinto como oras aplicando o tratamento Ludovico, uma terapia experimental de aversão, que condicionou o personagem ao ouvir  9ª Sinfonia de Beethoven. 

Apesar de acreditar que precisemos recorrer aos métodos tradicionais de ensino, muitas vezes, penso que hoje nossos educandos exigem de nós a avaliação de outras competências. Espero um dia ser curada desse susto que é a prova ou que a Educação se redima e crie novas maneiras de se avaliar.Aliás, muitas delas já existem E eu preciso me lembrar disso. 


"Educação para a aprendizagem e não visando unicamente a reprodução de conteúdos."

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