sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

À la carte


De que me adianta acordar em teus braços
Se sei que teus abraços nunca serão meus.
De que me serve sentir os teus beijos,
Se amanhã eles podem ser de outro alguém.
Palavras bonitas, olhares trocados, sonhos e planos.
Sensação de apenas um momento,
Desperdício de sentimentos,
Um conforto e alento 
Para tua alma,
Para te satisfazer.
De que adianta tanta sinceridade, 
Riso solto e verdade.
Se na distância te limitas, 
E teus impulsos te obrigam,
A ser sempre de outro alguém.
De que adianta alguma certeza do que eu sinto.
Ou dizeres o que eu preciso.
Se é só desejo, 
se é só instinto. 
Uma saciedade tão fugaz.
Se escondes em teus olhos a tua alma tão bem.
E de que me sustém essa saudade,
Se a cada deleite e encontro,
Aumenta a fome, 
Tenta a minha sede.
Eu me sinto mais só.
De que me adianta, nutre e serve.
A incerteza de um deslumbramento,
Ou a mais pura desilusão.
E entre ela e você,
Entre o amor e o prazer,
Eu escolho a solidão.
Não por temer ou pela saudade.
Mas, por não querer quem não tem coragem.
De admitir,
De sentir,
De se permitir,
Ser inteiro.
Sem só ter,
Sem ter só.

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