sexta-feira, 29 de março de 2013

Desencanto

Um dia sem par
Começou a dançar
E percebeu,
Que ao baile nenhum encanto surtia.
Bailava e riscava a sapatilha pelo chão.
E os traços só não eram maiores que  a solidão,
Que dos seus olhos corria.
Era o fim, sem querer,
A moça percebeu!
Que o encanto não era seu,
Talvez de outrem, ou do cavalheiro.
Que bem as conduzia.
Mas, e os números de vezes que treinou?
E as muitas valsas que errou?
Quer-se importavam, Quer-se valiam?
Naquele momento ela percebeu,
Que o doce encanto era seu,
Do maestro do baile,
Que comandava o salão,
E com a destreza de uma mão.
Fazia vazio o baile ou repleto o salão,
Oras, salsa, oras zoulk, ora baião.
Mas, este moço também conhecia a solidão que ela tanto sentia.
Podiam sentir na melodia,
Melodia que vira o poema e que ganha uma canção,
Que salta o ritmo do coração,
Quando cavalheiro lhe pede a mão,
“Bailemos juntos pelo salão”!
Mas, Infelizmente ela já descobriu.
Que este encanto não era seu não!
Sapatilhas sem vida em sua mão.
Retirou-se do baile
E ninguém mais, a via.

Um comentário:

  1. Só a poesia sabe desnudar-me, perder-me e encontrar-me em pequenos versos.

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