domingo, 29 de dezembro de 2013

Um insulto a solidão


Hoje eu não me importaria se o amor se chegasse a mim,
com aquelas palavras tão óbvias ,
com as cartas ridículas que fala o poeta.
Ou quem sabe mesmo não sendo imortal,
mais infinito enquanto dure.

Quero apelidos bobos e flores no café,
Sentir as pernas ficarem tremulas ou o coração disparar.
Quero perder o rumo e ganhar um mundo ,
Um mundo naquele estilo só nosso,
no qual nada mais importa,
só eu e você.

Quero ficar noites sem dormir,
Pensando em seu sorriso.
Acordar bem no meio da noite,
E por melhor que esteja o sonho,
Poder sentir a sua falta.

Quero dividir sorvete e chocolate,
E me sentir criança , uma boba adolescente,
ou a  mulher mais feliz  do mundo.

Quero ouvir de você ,
aquilo que em outro alguém,
Não sei se faria o menor sentido,
Ou a mínima graça.

Quero não ter medo,
dizer o que sinto, viver o que sinto.
Quero sentir as tais borboletas no estômago,
ver a lua e o por do sol,
Sonhando em vê-los com você.

Quero não só escrever a poesia,
mas fazer dela parte minha.
Porque sem poesia não sei mais ser.

E neste instante, de forma bem sutil,
Assim bem baixinho,
eu poderia te dizer.
Que, sim!
Eu trocaria a solidão pra amar você.
Mas, ouça e guarde contigo.
Pois, a solidão sente ciúmes,
e as vezes rouba quase tudo de mim.

Então, deixa ser de repente,
um segredo daqueles só nossos,
neste mundo que é seu,
onde quem sabe,
eu possa até ser feliz,
e até mesmo sorrir.
E voltar a acreditar,
que o amor antes impossível.
Agora já faz parte de mim.

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