domingo, 2 de fevereiro de 2014

Cardiograma



E o coração,
Mais uma vez percebeu,
Que pulsava sozinho,
E batia ritmado,
Mas, sem pares era descompassado.
Sem ninguém para ouvi-lo.
Ou sequer acompanhar seu ritmo.
E pulsou, cada vez mais tímido.
Bombeava suas ultimas esperanças,
De que alguém poderia senti-lo.
Não havia sintonia,
Não sentia outro som.
E simplesmente se esqueceu,
Do ritmo,
Do acelerar,
Do Pulsar.
E lentamente parou,
Seus átrios vazios,
Ventrículos sem oxigenação,
Tudo tão obscuro,
Entregou se ao silêncio.
E bombeou a ultima gota de sangue,
Na dor da desilusão.
Sem ar e sem ritmo,
Nada lhe restou.
Pobre coração.

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