sábado, 21 de fevereiro de 2015

Gaiolas


Aí se num momento,
Morte não fosse sofrimento.
Poderia eu quem sabe sonhar. 
Com uma dor que deveras sinto,
Exilada por desígnio,
Que não cessa de gritar.
No vazio ou no dor.
Só os gemidos,
De uma alma cansada,
Que se machuca por sonhar.
A vida na gaiola,
Pra quem não têm memórias,
Não é ilusão,
Só destino.
Mas se a dor corrói,
Que adianta ter asas?
Pra quê se deve cantar?
Deixa ao menos ter um fim.
Permita que eu  pare de suspirar.
Vida não é vida,
Pra quem a morte,
na alma foi morar.
Liberdade,
Deixa-me ir!
Ou parar de respirar.
De olhos fechados.
Na fraqueza,
Cansou.
Gaiolas abertas,
Pra quê voar?


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